Trabalhadores da Construção Civil entram em estado de greve na GV do Brasil
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Uma grande assembleia aprovou nesta quarta-feira, dia 19, a entrega de um comunicado de greve para as empresas terceirizadas do ramo da construção civil que estão atuando na expansão na fábrica siderúrgica GV do Brasil, em Pindamonhangaba.
São cerca de 500 trabalhadores nas obras. Essa assembleia envolveu trabalhadores da Montalug, Reframax, Resen Muck, RSB, J. Vieira, Run Time, Grid Energy, Stalo Soluções, EBL Service, MDX, JC Elétrica, BNG Elétrica e RC Technica.
A negociação é feita pela Feticom – Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado de São Paulo, com apoio do Sindicato dos Metalúrgicos de Pinda.
No começo do mês, uma paralisação foi feita com as terceiras para abrir negociação. Segundo o vice-presidente da Feticom, Marcelo Costa, algumas reivindicações estavam avançando, mas outro problema aconteceu.
“A gente estava discutindo melhoria em alojamento, ajuda de custo, correção de salários para respeitar o piso e teve empresas que não cumpriram o combinado e fizeram demissões no meio da negociação, por isso o estado de greve. A negociação continua, mas aquelas empresas que não atenderem a pauta poderão sim entrar em greve na próxima assembleia”, disse.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, André Oliveira, ressaltou o avanço da mobilização.
“Só teve reunião porque teve protesto. E com essa assembleia de hoje, com adesão total, com certeza vamos voltar com ainda mais força para a negociação. Parabéns trabalhadores pela unidade”, disse.
A fábrica siderúrgica GV do Brasil integra o grupo mexicano Simec, hoje tem cerca de 500 funcionários. O projeto de expansão prevê dobrar o número de funcionários e de produção de aço.